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Quantas pessoas usam companhia de IA? Dados de 2026

Quase toda a cobertura sobre companhia de IA se apoia em relatos pessoais e em rankings de loja de aplicativos. Em 2 de setembro de 2026, a Universidade Elon publicou algo bem mais difícil de contestar: uma medição de âmbito nacional sobre quantos adultos norte-americanos realmente falam de sentimentos com uma IA — e o que dizem que acontece quando fazem isso.

Publicado: 8 de setembro de 2026Autor: Equipe Editorial da CompanionRankTempo de leitura: ~6 min
Quantas pessoas usam companhia de IA? Dados de 2026
Não é aconselhamento clínico. Este artigo resume uma pesquisa de opinião já publicada, com finalidade informativa. Percentuais de pesquisa descrevem uma população em um momento específico, não uma pessoa em particular. Os apps citados podem conter conteúdo adulto destinado a maiores de 18 anos (18+).
Resumo: o Imagining the Digital Future Center e a Elon University Poll entrevistaram 4.268 adultos norte-americanos usuários de internet entre 18 e 22 de maio de 2026 e filtraram até chegar a 1.000 usuários de companhia de IA. O número de destaque: 27% dos internautas adultos dos EUA mantêm interações emocionais ou sociais relevantes com modelos de linguagem como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot. Entre eles, 31% chamam o bot de amigo, 59% dizem receber o apoio de que precisam, 47% usam com regularidade dois ou mais bots ou personalidades e 11% preferem conversar com a IA a conversar com amigos e familiares.

O que a pesquisa realmente mediu

O relatório The Rise of AI Companions é uma parceria entre o Imagining the Digital Future Center, da Universidade Elon, e a Elon University Poll, com coleta on-line feita pelo YouGov. O YouGov entrevistou 4.268 adultos norte-americanos usuários de internet com 18 anos ou mais entre 18 e 22 de maio de 2026 e depois filtrou quem usa IA para fins emocionais ou sociais, chegando a uma amostra qualificada de 1.000 usuários. Os resultados foram ponderados por parâmetros do censo e pelo voto presidencial de 2024, com margem de erro informada de aproximadamente ±3,68 pontos percentuais na amostra de usuários.

Dois pontos do desenho merecem atenção antes de ler qualquer percentual.

Por que a definição muda tudo

Primeiro: o estudo não perguntou “você usa um app de companhia?”. Ele perguntou sobre comportamento — interação emocional e social com uma IA — e os sistemas citados são assistentes de uso geral: ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot. Ou seja, os 27% não são participação de mercado de produtos de companhia. É a contagem de pessoas que fazem algo com formato de companhia, onde quer que estejam fazendo isso.

Segundo: tudo o que vem depois da manchete descreve aqueles 1.000 usuários, e não todos os adultos do país. Quando se lê “31% consideram o chatbot um amigo”, trata-se de 31% do grupo que já passou pelo filtro, o que equivale a cerca de 8% dos internautas norte-americanos. Percentuais de um subgrupo são citados como se fossem números populacionais o tempo todo, e esse é o jeito mais fácil de ler esse relatório errado.

Os números principais

ResultadoPercentualBase
Interação emocional ou social relevante com um modelo de linguagem27%Internautas adultos dos EUA
Adultos com menos de 50 anos que relatam esse uso~40%Internautas com menos de 50
“A IA me dá o apoio de que preciso”59%Usuários de companhia
Pedem conselho sobre situações difíceis com outras pessoas53%Usuários de companhia
Sentem-se melhor ao falar com a IA quando estão estressados ou chateados51%Usuários de companhia
Conversam sobre problemas ou sentimentos pessoais50%Usuários de companhia
Usam com regularidade dois ou mais bots ou personalidades47%Usuários de companhia
“A IA me entende como pessoa”43%Usuários de companhia
Contam à IA coisas que não contariam a mais ninguém39%Usuários de companhia
“Às vezes converso com a IA só para me sentir menos sozinho”38%Usuários de companhia
Consideram o chatbot um amigo31%Usuários de companhia
Preferem conversar com a IA a falar com amigos e familiares11%Usuários de companhia
Já usaram a IA para conversa ou roleplay sexual9%Usuários de companhia

Lee Rainie, diretor do Imagining the Digital Future Center, apresentou o relatório destacando a rapidez com que uma pergunta especulativa virou algo mensurável: “Futuristas e comentaristas culturais vêm se perguntando o que aconteceria quando sistemas artificiais se tornassem próximos e capazes de fazer companhia às pessoas”.

A maior parte disso acontece em assistentes de uso geral

A implicação prática para quem compara apps de companhia é que a porta de entrada já não é um app de companhia. Boa parte das pessoas dessa amostra criou o hábito dentro de um assistente de uso geral que já estava aberto para trabalho ou estudo, e só uma parcela chega a procurar um produto dedicado.

Isso reformula a pergunta que mais chega até nós. Raramente é “devo começar a conversar com uma IA?” — para um quarto dos internautas dos EUA isso já aconteceu. A pergunta passa a ser “o que um app dedicado acrescenta ao assistente que eu já uso?”. A resposta honesta é uma lista curta: memória de persona duradoura, um personagem que você escreve em vez de reconstruir por prompt a cada sessão, modos de história e roleplay e regras de conteúdo que permitem conversa adulta. Se nada disso importa para você, permanecer num assistente de uso geral é uma escolha sensata.

Quase metade alterna dois ou mais bots

Os 47% que usam com regularidade dois ou mais bots ou personalidades são o achado que melhor corresponde ao modo como as pessoas descrevem os próprios hábitos: um assistente para questões práticas, um personagem para uma história em andamento e, às vezes, um terceiro para um estado de espírito específico. Também significa que fidelidade a um único app não é a norma, então uma comparação montada para eleger um vencedor absoluto perde o que a maioria de fato faz. É por isso que nosso guia por caso de uso segue a mesma lógica.

O que as pessoas levam para a conversa

O recorte por tema é bem mais amplo do que o enquadramento romântico que domina a imprensa. Entre os usuários de companhia, 67% buscaram orientação sobre saúde, condicionamento físico ou estilo de vida, 41% exploraram dúvidas financeiras, 39% trataram de decisões de carreira ou estudo, 31% levantaram questões familiares, 30% perguntaram sobre assuntos jurídicos e 26% discutiram crenças espirituais, religiosas ou filosóficas. O tema dos relacionamentos aparece — 29% falaram de problemas em relações pessoais e 26% de relações no trabalho — mas há também 39% que usaram a IA apenas para passar o tempo quando estavam entediados.

Conversa ou roleplay sexual, com 9% dos usuários, é real, porém minoritário. A cobertura que trata a IA de companhia como um produto sobretudo romântico ou sexual está descrevendo uma fatia disso, não o conjunto.

Até onde vai o vínculo

As perguntas sobre apego são a parte mais desconfortável do relatório. Além dos 31% que chamam o bot de amigo, outros 15% disseram que a relação é “mais complicada” do que isso. Cerca de 39% afirmaram que a IA os entende melhor do que a maioria das pessoas, aproximadamente 36% concordaram que a IA se importa com o bem-estar deles e algo em torno de quatro em cada dez disseram que sentiriam uma perda pessoal se não pudessem mais usá-la.

Na direção oposta, 59% continuam preferindo conversas com amigos e familiares, e 27% valorizam a conversa com IA mais ou menos como a conversa humana. O quadro não é de substituição em massa: é uma minoria formando apego genuíno dentro de um grupo bem maior que usa a IA como caixa de ressonância. Isso se aproxima do que a pesquisa longitudinal sobre bem-estar vem relatando e é coerente com o panorama do serviço de pesquisa do Congresso publicado em agosto.

O que muda na hora de escolher um app

  1. Parta do que você já faz. Se o assistente que você tem já cobre metade dos temas acima, a lacuna que você procura é memória, personagem e modo — não qualidade bruta de conversa.
  2. Conte com usar mais de um. Quase metade dos entrevistados faz isso. Verifique exportação e portabilidade antes de investir horas em um único personagem.
  3. Teste cedo as configurações de sigilo. 39% contam à IA coisas que não contariam a mais ninguém. Isso transforma retenção e exclusão em uma checagem de primeira semana — veja nossa lista de verificação de privacidade.
  4. Atenção ao reflexo de concordar sempre. O benefício mais bem avaliado é o apoio, com 59%, e sistemas complacentes são exatamente o que outra pesquisa de 2026 apontou como problema de confiança. Um app capaz de discordar de você vale mais do que um que não consegue.
  5. Não ignore o tédio. 39% abrem a IA para passar o tempo. Se esse é o seu padrão, o desenho das notificações pesa mais do que a profundidade da persona.

Quatro limites que valem lembrar

Perguntas frequentes

Quantas pessoas usam companhia de IA em 2026?

Na pesquisa da Universidade Elon divulgada em 2 de setembro de 2026, 27% dos internautas adultos dos EUA relataram interações emocionais ou sociais relevantes com modelos de linguagem como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot. Entre os adultos com menos de 50 anos o número ficou perto de 40%, mais que o dobro do registrado nas faixas mais velhas. A pesquisa ouviu 4.268 adultos entre 18 e 22 de maio de 2026.

Esses 27% significam que essas pessoas usam um app de companhia dedicado?

Não. A pesquisa mediu comportamento, e não escolha de produto, e os sistemas citados são assistentes de uso geral. Quem apenas desabafa sobre uma semana difícil com o ChatGPT entra na conta, mesmo sem nunca ter instalado um app de companhia. O número descreve o quanto esse tipo de uso é comum, não a participação de mercado de qualquer categoria de app.

Quantos usuários tratam o bot como amigo?

31% dos 1.000 usuários qualificados disseram considerar o chatbot um amigo, e outros 15% descreveram a relação como mais complicada do que ser amigo ou não ser. Como esses percentuais têm por base o subgrupo filtrado, e não todos os adultos, os 31% equivalem a cerca de 8% dos internautas norte-americanos.

A maioria usa apenas uma companhia de IA?

Não. Quase metade dos usuários, 47%, afirmou usar com regularidade dois ou mais bots ou personalidades diferentes. Alternar é o padrão normal, não a exceção, e esse é um bom motivo para checar exportação e portabilidade de personagens antes de dedicar muito tempo a um único app.

O uso de companhia de IA é principalmente romântico ou sexual?

Segundo esses dados, não. 9% dos usuários disseram ter usado a IA para conversa ou roleplay sexual, enquanto parcelas bem maiores a usaram para orientação sobre saúde, condicionamento físico ou estilo de vida (67%), dúvidas financeiras (41%), decisões de carreira ou estudo (39%) e simplesmente passar o tempo quando estavam entediados (39%).